5a. Expedição GAIA - Deserto do Atacama
Janeiro 2005 -
Brasil - Argentina - Chile
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Sul do Chile


O Sul do Chile, lagos, ilhas e etc.

Depois que deixamos o grupo seguimos para Concepcion, onde dormimos na casa de um ex-orientado chileno (hoje professor da Univ. de Concepcion).


Dali seguimos para o Lago Llanquihue, onde ficamos um dia hospedados em uma pensão excelente (o café da manhã era 5 estrelas) e demos uma volta no lago (o 3o. maior do mundo em área), sempre avistando o belo vulcão Osorno. De Llanquihue passamos por Puerto Mont e cruzamos o canal para Ancud na Ilha de Chiloé.

Depois de conhecer esta cidade seguimos para Castro, onde ficamos em um excelente camping. De Castro pudemos sair para passeios pela ilha de leste a oeste e de norte a sul. Fomos ao extremo oeste nos despedir do Pacífico em mar aberto e conhecer mais um Parque Nacional Chileno. O camping fornecia lenha para as tardes frias e tinha água quente das 8 as 12 horas para o banho (o horário mais quente do dia). A temperatura ambiente estava entre 5 e 18 C, com sol direto. A estadia foi de 3 dias porque só havia balsa para o continente (Chaiten) nas quartas-feiras e fins de semana. Aproveitamos para bater pique no km zero da Estrada Panamericana. Pegamos a balsa de quarta-feira, a travessia levou 8 horas e a balsa balançava muito apesar de ser bem grande (levava uns 40 carros e um caminhão).

Chegamos em Chaiten de madrugada e fomos para as Termas de Amarillo onde nos hospedamos em um cabana compartilhada com um casal de chilenos em lua de mel (fizemos amizade na balsa). A cabana tinha um fogão a lenha para esquentar o ambiente, como todas as cabanas na Carretera Austral (CA). De manhã ficamos de molho na piscina de água quente das termas. Depois pegamos a CA para o Sul e seguimos até Puerto Cisnes. A paisagem é linda, com matas, lagos, picos cobertos de neve e glaciares pendentes das montanhas. Em Puerto Cisnes, costa do Pacifico, nos esperava uma chuva fina e fria, desistimos de acampar e pegamos um Hostal (pensão) excelente. Jantamos um salmão excelente. No dia seguinte continuamos percorrendo a CA até Puerto Tranquilo. Também passamos por lugares lindos, por uma cidade onde abastecemos (Coihaique) e por um casal de brasileiros viajando em uma Saveiro. Nesse dia pegamos de tudo ,desde barro até asfalto e poeira. Como sempre, os trechos mais divertidos vinham quando eu passava o volante para a Tércia, tome 4 x 4. Dormimos em Puerto Tranquilo ás margens de um lago muito bonito, que de tranquilo não tinha nada. Um vento frio e cortante soprava a noite levantando ondas no lago e refletindo a lua cheia. Pegamos uma cabana bem simples, mas com um aquecedor a lenha muito eficiente. No dia seguinte fizemos um passeio de barco para as Capillas de Marmor, uma formação de mármore erodida pelo vento e pela água, coisa de louco.

Dali, seguimos mais para o sul até a última saída em direção a Argentina, saída para Esquadrão Baker e Paso Roballo. Seguimos esse lindo caminho curtindo muito a paisagem e o vento incrivelmente forte que passa por ali. Atingimos a fronteira e passamos para a Argentina em plena Patagonia. O cruzamento por ali é motivo para uma Expedição, o lugar é muito lindo mesmo. O vento é tão forte que mal se consegue ficar de pé para tirar fotos dos cisnes de pescoço negro. Na Patagonia atingimos a ruta 40 e a seguimos até a Estancia Casa de Piedra, onde sabiamos existir um camping. Ao chegarmos a dona do camping nos reconheceu imediatamente, apesar do carro diferente e de dois anos decorridos da nossa última passagem. É uma grande satisfação sermos reconhecidos no meio do nada. O camping é excelente, limpíssimo. Paramos ali porque queriamos fazer a caminhada do Rio Pinturas no dia seguinte. Foi o que fizemos, uma caminhada de 5 horas por um canyon lindíssimo, com um vento frio e forte.

Na volta parei o carro no plano com vento de cauda e o vento era capaz de tirá-lo da inércia (a Marylin pesa 1,6 ton). Seguimos até a cidade de Perito Moreno, onde dormimos em um hotel já conhecido e comemos um cordeiro assado delicioso. Ali começou a nossa volta. Seriam ainda uns 5.000 km até chegar em casa. Paramos em El Bolson (ainda frio) onde troquei o óleo e os filtros da Marylin (e levei uma pedrada no para-brisas em pleno asfalto) e comemos truta defumada, General Roca (começou a esquentar) e Vila Maria. Entramos no Brasil por Uruguaiana e dormimos em São Borja, onde pudemos saborear a deliciosa "picanha no disco". Levamos ainda dois dias para chegar em Campinas, passando por Ponta Grossa e Tatuí. .

Mais informações sobre essa região do Chile fale com Marco-Aurélio De Paoli
Contato: marcodepaoli100@hotmail.com