29/Setembro – Canoa Quebrada – Fortaleza
Ficamos em uma pousada que não tinha café-da-manhã, o jeito foi escolher umas das padarias e tomar nosso café por ali mesmo. O sol estava forte e logo fomos a praia fazer uma caminhada. A maré estava alta e dificultava muito andarmos, além disso o vento forte e constante dificultava mais ainda.
Tiramos fotos do marco de Canoa Quebrada, uma
estrela e uma lua, hoje existem diversas marcas dessas no artesanato e nas
falésias, mas o original ainda está por ali, esse foi feito por um nativo que
começou a fazer esse símbolo pequeno e logo desenhou nas falésias, ali ficou e
virou um cartão postal dessa praia que ficou famosa por hippies que procuravam
um lugar para se acomodar.
Sentamos em um bar para tomar um pouco de sol, uma água e descansar um pouco, quando depois que Monika voltou de um mergulho decidi fazer o mesmo, mas antes não tivesse feito. Assim que entrei no mar e no primeiro mergulho, fui queimado por algumas caravelas, uma espécie de água viva com um veneno mais forte, essas caravelas me pegaram no pescoço, nas costas quase inteira. Rapidamente saí do mar e fui passar água doce, por conselho dos nativos passei água com açúcar o que melhorou um pouco.
Mas o sol estava muito forte e decidimos
voltar a pousada, não estava me sentindo muito bem e precisava deitar um pouco e
esperar o veneno fazer efeito e passar. Na pousada tomei um banho gelado e
deitei, Monika saiu para buscar alguma informação do que passar e melhorar essa
queimadura, mas a informação era a mesma, água com açucar, e foi justamente o
que fizemos.
Descansando um pouco e esperando a dor passar com a água doce e relaxando, logo estava bom de novo. A dor ainda permanecia nos lugares mais afetados, mas arrumamos as coisas, carregamos o carro e seguimos para Fortaleza.
O trajeto até Fortaleza é relativamente tranqüilo, estão arrumando alguns trechos da estrada que está muito ruim, com muitas depressões e asfalto esburacado. Paramos para comer e tomar alguma coisa antes de chegarmos a Fortaleza, quando chegamos as informações são muito ruim, a sinalização pior ainda e demoramos para conseguir chegar na Praia de Iracema, pois, tínhamos a referência do Albergue da Juventude, mas infelizmente a falta de lugar para deixar o carro nos fez optar por um hotel ao lado, por sinal muito ruim e preço caríssimo. Esse foi um dos piores lugares que ficamos, por questões de preço, acomodação e localização.
Saímos para comer alguma coisa, uma peixada, mas estava razoável e andamos pela orla marítima até as barracas de artesanatos, muito famosas em Fortaleza. Retornamos, escrevemos algumas coisas e logo dormimos.
Nesse dia estávamos na dúvida por onde e quando iríamos seguir, e como não tivemos contato com ninguém em Fortaleza, resolvemos amanhã seguir direto a Jericoacoara, sem passar e conhecer mais nenhuma praia, na verdade estamos um pouco cansado de ser turista e chegar a um lugar para colocarmos as coisas em ordem e as idéias também.