20/Setembro – Riacho Doce – Japaratinga (AL)
Seguindo
a mesma rotina dos dias anteriores, levantamos cedo, arrumamos as coisas,
tomamos café e seguimos em direção ao litoral norte do estado de Alagoas.
Seguimos pela AL-101 passando por Floriano Peixoto, após o vilarejo de Santa
Luzia adentramos em direção ao litoral em uma estradinha de terra que nos
levaria a balsa para a travessia para a Ilha da Croa.
Decidimos seguir por esse caminho por ser uma alternativa entre as estradas movimentadas e seguiríamos sempre a beira mar.
Na
Barra de Santo Antonio atravessamos a balsa que tem capacidade para cerca de 4
carros, pagamos R$ 6,00 pela travessia que é valida para ida e volta, seguimos
pela ilha sempre nos orientando pela praia e pelo GPS, esse caminho passa pela
praia do carro quebrado que passamos direto. O asfalto esta sendo feito, ou pelo
menos estavam fazendo, mas essa estrada dá a volta no rio Camaragibe, não há
passagem via litoral. Contornamos esse rio e voltamos a beira mar, agora no
vilarejo de Barra do Camaragibe. Seguimos sempre norte, agora nosso destino era
Porto de Pedras, onde pegamos uma nova balsa com a mesma capacidade e pagando o
mesmo preço, a diferença é que só é valido para ida ou volta.
A
partir dali não há asfalto e a estrada beira o mar, quase na areia e é
lindíssima, mas cerca de uns 15 minutos passando por algumas praias chegamos em
Japaratinga e logo na pousada dos Mares de Marcílio, conheci ele através de sua
irmã Márcia que possue uma loja de artigos para casa e construção ao lado da
casa dos meus pais. Ela assim que soube da nossa viagem se empolgou e logo
conseguiu o contato.
Conhecemos
a pousada e logo fomos caminhar pela praia, a maré já estava bem alta
dificultando bastante nosso deslocamento. Sentamos no bar do Nego para apreciar
o por-do-sol, saborear uma macaxeira e porque não tomar uma gelada, logo tivemos
a companhia de Marcílio que nos contou um pouco sobre as pessoas e as
peculiaridades do local. Logo já marcamos uma pescaria noturna de siri com
alguns amigos dele, afinal a noite seria de lua cheia (ou quase) e estaria
perfeito para uma caminhada noturna.
Algumas cervejas, um convite para experimentar o famoso arroz com polvo do Nego e mais tarde estávamos de banho tomado e pronto para a pescaria. Saímos com Marcos André e Nildo, nativos dali e Mário um espanhol de Barcelona que estava passando férias pelo Brasil. A pescaria era feita com a utilização de um lampião a gás e Nildo utiliza apenas uma madeira para segurar e agarrar o siri. Durante a pescaria tivemos a oportunidade de conhecer o siri mole e sua troca de casca, além de aprender a reconhecer o macho e a fêmea. A fêmea possui um desenho embaixo mais largo comparado com o macho e geralmente é um pouco menor.
A pescaria foi um sucesso pela diversão e ao conhecimento que adquirimos, mas siri que é bom foram alguns. Voltamos a pousada e os bichinhos logo foram para a panela com água e sal.
O pessoal já agilizou o preparo de algumas caipirinhas e podemos experimental aqueles siris que acabamos de pescar, o trabalho para comer é grande, mas todo o ritual é divertido e a carne do siri é muito boa. Acabamos dormindo tarde.