19/Setembro – Foz do Rio São Francisco - Maceió

Com tudo acertado no dia anterior, o barco estaria a nossa disposição, mas mesmo assim levantamos logo cedo para ganhar tempo e aproveitar o belo tempo. Depois de um belíssimo café-da-manhã, regado a café, sucos, frutas, bolos e pãezinhos , retornamos a Piaçabuçu onde barco já nos aguardava.

Os guias Gênisson e Kelly em sua primeira empreitada para a vila de Pixaim subiram a bordo e foram logo apresentando os materiais de segurança e apoio do barco. Seguimos rio abaixo em direção ao mar e Gênisson já começou a contar as curiosidades da região como a Ilha da Fitinha (enfatizava ele), diz a lenda que a filha o pescador deixava uma fitinha na Aninga (uma vegetação típica da região) deixando assim avisado ao namorado, um pescador da região, que seu pai não estava e podiam namorar tranqüilamente, sem a fitinha nada feito.

O barco prosseguia pelo rio que foi batizado pelo navegador Américo Vespúcio e recebeu esse nome pois foi descoberto em 04/outubro, data de comemoração do padroeiro São Francisco de Assis. Por um canal adentramos a vegetação de aninga em direção a comunidade de Pixaim que ninguém sabe porque tem esse nome. Saímos caminhando em meio aos coqueirais por caminhos deixados de antigas plantações de arroz, em cerca de 40 minutos chegamos as dunas e uma paisagem maravilhosa, dunas de areias até o mar e a pequena vila encrustada na vegetação.

Chegamos a casa de Seu Aladim, um figura que vale qualquer caminhada, tranqüilo deitado em sua rede contava história da família e de pessoas que apareciam por ali, alem de perder as contas com tantos filhos e netos criados ali mesmo. A comunidade vive da pesca e da criação de galinhas, coqueiros, frutas e horta. Vivem em função da energia solar para fornecer energia elétrica e são aproximadamente 60 pessoas, quase praticamente todos da mesma família. Logo chegou um dos seus doze filhos e logo subiu no coqueiro ao nosso lado e apanhou alguns para tomarmos ali mesmo sem canudo e sem gelo... nem preciso dizer que estava maravilhoso. A conversa estava ótima mas tínhamos muito o que ver ainda, retornamos ao barco e em cerca de mais ½ hora de navegação chegamos as dunas na foz do rio.

Do lado de Sergipe há um farol que hoje está no mar e foi desativado pois o mar avançou 700 metros e deixou a cidade e o farol embaixo d’agua, o novo farol foi colocado na lado alagoano, nas dunas e funciona até hoje, perdeu o charme do velho farol, mas ganhou eficiência para os navios.

Depois de algumas fotos e um banho de energia nas águas do Velho Chico junto ao mar onde você pode sentir claramente as águas geladas e doces do rio encontrando com a água quente e salgada do mar, uma maravilha difícil de explicar, voltamos a Piçabuçu.

Conversamos mais um pouco com Seu Holand (Orlando), olhamos os artesanatos locais e seguimos de volta a praia do Peba, para apenas pegarmos as coisas na pousada e seguir em direção a Maceió ou onde chegarmos no final do dia.

No final de tarde passamos pela Praia do Francês e Maceió onde procuramos algum local para ficar mas sem sucesso, acabamos seguindo mais ao norte enquanto escurecia rapidamente, logo encontramos uma pousada a beira da estrada em Riacho Doce, fizemos nosso jantar no quarto e descansamos.

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