16/Setembro – (Praia de Arembepe e Jauá)

Levantamos logo cedo, quer dizer, a Monika acordou cedo e me tirou da cama, como sempre acontece, mais isso é apenas um detalhe que estamos convivendo nesses dias de viagem. Arrumamos rapidamente as coisas, tomamos mais uma vez um belo café com Marvila, no mesmo local do dia anterior, pegamos a Afilhada, nome dado a Toyota que estava juntos nessa empreitada e partimos, depois claro, da explicação detalhada de como pegaríamos o local correto por Marvila.

Seguimos em direção norte, seguindo para o aeroporto e a Estrada do Côco, logo nos primeiros kilometros há um pedágio com preço variável de Seg a Sexta (R$ 2,60 ida e o mesmo tanto na volta) e nos finais de semana (R$ 4,00), após alguns kilometros já avistamos a entrada para a Praia de Arembepe, essa praia ficou famosa pela Vila Hippie que foi construída nos tempos áureos dessa "tribo" nos anos 70, até a mais famosa já esteve por lá e deixou sua assinatura no livro de visitas, nada menos que Janis Joplin.

A praia é belíssima com muitos coqueiros e pequenas dunas na beira da praia, a vila ainda permanece no lado esquerdo da vila que hoje já possui comércio, pousadas, restaurantes e casas de luxo, até condomínio fechado. Seguimos direto para a vila dos hippies, sem saber de nada e nem tido orientação de ninguém, mas mesmo assim paramos o carro e seguimos a pé pelas dunas, o sol tentava de qualquer maneira sair de trás de algumas nuvens, mas logo estaria firme e forte ao nosso lado. Chegamos a vila e sem ser incomodado por ninguém fomos chegando, reparando nas obras feitas com madeira e cobertas com folhas de coqueiro, no centro estavam alguns deles expondo seus trabalhos, acabamos comprando dois colares feitos de sementes da região mesmo.

A Monika estudou com uma menina que largou a vida urbana e foi morar nessa vila, já teve dois filhos, inclusive ela não estava, ficou em Salvador com seu filho recem-nascido. Soubemos que estão implantando alguns projetos na vila para as crianças e ela participa disso, além de ser casada com o presidente da comunidade, isso ficamos sabendo apenas na Praia do Forte por um argentino, mas será comentado posteriormente esse episódio.

Retornamos onde havíamos estacionado e fomos conhecer o projeto Tamar de Arembepe, que é novo, comparativamente a outras bases, lá estão conseguindo ter mais desova de tartarugas que a própria base da Praia do Forte, a mais forte e mais antiga. Nessa época que estamos aki (Setembro) é época de desova e nas noites sempre ficam de olho para ver se algum ninho as pequenas tartaruguinhas aparecem. Nessa base vive uma tartaruga carinhosamente apelidada de franguinha, pois quando ela era pequena seu "dono" amarrou um fio de ao redor do casco para a pequena tartaruga não fugir, um absurdo, o que causou um crescimento do casco totalmente desuniforme, deixando ela com uma deficiência na natação e no crescimento de seu casco, felizmente ela está super bem, se alimentando e sendo bem tratada pelos monitores dessa base, sendo monitorada diariamente. O projeto vale a visita, não paga-se taxa de entrada e há diversas tartarugas sendo cuidadas ali.

Seguimos para a vila novamente mas sem nenhum sucesso de encontrar uma sombra para estacionarmos e caminharmos pela praia. Voltamos ao mesmo local onde primeiramente paramos, ou seja, ao lado da entrada para a vila hippie, pegamos a mochila básica para nossas caminhadas quase que diárias e depois de um bom mergulho no mar seguimos pela praia. Fizemos uma caminhada de cerca de umas 2 horas. Aproveitamos a sombra que a toyota estava, comemos algumas frutas e bolachas, tive uma aula sobre amendoeiras e coqueiro de um nativo que gostei muito, afinal são duas plantas que gostamos demais. Falando nisso a pequena amendoeira que colhi em Cumuruxatiba está meio debilitado com o calor, fizemos um furo no pote para a água escoar e precisava manter ela na sombra, vamos ver se ela renova.

Por volta das 16:00hs tomamos rumo ao retorno a Salvador, antes demos uma rápida parada na praia de Jauá, esse local de pescadores possui uma barreira de coral próximo a praia, deixando o mar calmo, com bares nas praias para aqueles que gostam de ficar a beira mais tomando uma gelada. Como sol se pondo estávamos chegando a Salvador e depois de alguns dias sem lembrar o que era congestionamentos de capitais no final do dia chegamos a casa de Marvila.

Combinamos o horário do jantar, fomos até a casa de Rosane e depois de uma vinho tinto fomos comer comida chinesa com Marvila, Rosane e Carolina (filha de Rosane), aproveitamos para conversar bastante e fazer nosso último jantar em companhia dessas ilustres pessoas que fizeram de tudo por nós. A atenção de Marvila é um capítulo a parte, nem temos como agradecer a atenção, o cuidado e tudo o que fez para nos sentirmos bem e em casa, literalmente, pois estávamos hospedados na casa dele. Um cara que já deixou saudades antes mesmo de partimos extremamente gratos por tudo isso.

O jantar foi ótimo, principalmente a companhia, passando das 23:00hs fomos embora para finalmente arrumar as coisas e descansar. Dia seguinte pretendemos continuar nosso deslocamente em direção ao nordeste, precisamente a próxima parada será a famosa Praia do Forte e com metalizando isso adormecemos rapidamente. Em Salvador foi bom que consegui acessar a internet, baixar meus e-mails e mandar notícias aos nossos amigos e familiares, inclusive fotos dos locais que estamos passando.

próximo