15/Setembro (Salvador)
Logo cedo Marvila e Rosane nos pegaram e fomos fazer um tur pela cidade, logicamente depois de um belo café num local de excelente qualidade e muitas opções, já viu o que comemos, isso foi só o princípio do que viria pelo dia.
Partimos dali com o sol bastante forte e céu
muito claro, seguimos em direção ao Mercado Modelo para conhecermos um pouco da
cultura e artesanato baiano. Ficamos ali dentro rodando durante uma hora, apenas
olhando e sendo logicamente assediado por todos, até gringos as pessoas achavam
que a gente se parecia, acho que é a Monika que parece uma alemã, ou os dois que
parecem gringos mesmo.
De lá passamos pela Igreja do Senhor do Bonfim
que infelizmente estava fechada, apenas compramos as fitinhas de uma senhora e
logo seguimos em direção as praias próximo a Itapuã para almoçarmos.
Antes
passamos pela Baia do Abaeté, local onde uma lagoa de formou no meio de algumas
pequenas dunas, esse local era utilizado por lavadeiras de roupas, que hoje tem
inclusive uma construção em homenagem a elas, e elas continuam ainda lavando,
mas dessa vez na torneira e a água sendo posteriormente tratada. Marvila nos
contou que isso foi feito pois estavam poluindo toda a água da lagoa, pelo menos
uma atitude de certa maneira ecológica. Nesse local existem bares com música ao
vivo que as pessoas passam a tarde toda, bebendo, comendo, ouvindo uma música e
se divertindo.
Tínhamos tomado um café reforçado como
comentei, mas mesmo assim fomos comer um belo ensopado de peixe e siri catado
que diga-se de passagem estavam maravilhosos, tudo isso acompanhado com um
vinhozinho tinto, ao lado de um mar deliciosamente azul e uma brisa do mar
melhor ainda. Desse jeito Marvila e Rosane estavam nos acostumando mal.
Após esse belo banquete, mesmo com aquela
lezeira típica do nordeste batendo, fomos dar uma volta no pelourinho para
terminarmos o tur por Salvador com chave de ouro.
Chegamos perto do entardecer,
conseguimos dar algumas voltas, entrar na igreja principal que coincidentemente
estava velando o corpo de Don Lucas, um arcebispo muito importante na Bahia, mas
como não estávamos acompanhando os noticiários nem sabíamos o que estava
acontecendo.
O por-do-sol foi com vista para o mar, precisamente ao lado do
elevador Lacerda que serve de ligação entre a cidade baixa e a cidade alta, essa
última onde estão localizados as construções mais antigas. Depois de tanto andar
e ver coisas tão bonitas, só nos restava retornar, mas antes passamos por mais
alguns pontos turísticos, como a Praça Castro Alves e o local de onde parte os
trios elétricos no carnaval, a praça de Campo Grande. Finalmente no final do dia
estávamos de volta, mas apenas para uma parada de 1 hora, para um rápido banho e
lá estava Marvila todo atencioso com Carolina para jantarmos, mesmo depois de
tanto comermos. Bom, só nos restava finalizar a noite com um bom papo e uma
pizza numa casa local do bairro onde estávamos, afinal estávamos cansados de um
dia todo de maratona pela capital baiana.
Só nos restou cair na cama, sem arrumar nada e tomar a decisão que ficaríamos mais uma noite abusando da hospitalidade de Marvila em Salvador, pretendemos amanhã seguir para as praias do norte mais próximas e retornar a capital. Logicamente desmaiamos na cama.