13/Setembro (Itacaré)

A noite voltou a chover muito forte e desanimava, mas a esperança sempre vinha para nos alegrar e torcer para um tempo bom, afinal tínhamos muito o que ver e fotografar nesse dia.

Foi justamente o que aconteceu, enquanto preparamos nosso café no quarto da pousada o sol aparecia e se mostrava cada vez mais forte, logo que saímos já estava um céu azul e um sol forte maravilhoso. Saímos caminhando em direção as praias de Titirica e Rezende e qdo o trecho de calçamento acaba, uma trilha paralela ao rio que desemboca nessa última praia começa.
O caminho é relativamente batido, mas sempre vale a indicação de algum nativo sobre os desvios. A trilha começa beirando o rio e sobe em direção a mata atlântica com muita sombra, acompanhando estava o rio ao nosso lado esquerdo, com algumas quedas e pequenas cachoeiras. Em determinado momento há uma travessia desse rio próximo a uma cachoeira muito bonita, a travessia é feita pelas pedras tranqüilamente. A partir da travessia a trilha volta a subir por dentro da mata, acabamos pegando um desvio a esquerda que atravessa alguns pastos e sai em um penhasco próximo ao mar, logicamente o caminho errado para a Prainha, onde queríamos chegar, mas foi só voltar alguns minutos pela trilha e continuar pela trilha mais batida e marcada por algumas pegadas. A trilha continua variando de pequenas subidas e descidas na mata, variando em trechos de campo aberto até chegar em um cerca, de propriedade particular, essa trilha desce paralelo a essa cerca onde sai em uma guarita, isso mesmo uma guarita que cobra R$ 3,00 por pessoa para poder acessar a praia.

Pagando esse "pequeno" pedágio, atravessamos a fazenda de coqueiros com vistas belíssimas e seguimos em direção a praia, a chegada na praia é fantástica pois o visual é incrível. Toda essa trilha é percorrida em cerca de 40’, leve água e um lanche, pois não há estrutura nenhuma, apenas um nativo vendendo água de coco natural e alguns refrigerantes. Procure fazer a trilha com algum calçado, tênis ou papete (mais indicada pois pode pisar na água), pois, há trechos com pedras pontudas e escorregadias, além que o caminho é relativamente longo.

Voltando a chegada na praia, há um riozinho que desemboca no mar do lado esquerdo e coqueiros e mais coqueiros em toda a praia, proporcionando sombras para se esconder do sol forte da região. A praia tem ondas muito boas para aqueles que gostam do surf, mas o principal de tudo é a beleza dessa praia praticamente intocada. Passamos o dia todo, caminhando, tomando sol, surfando e descansando, pegamos a trilha de volta já com o sol bem fraco, ainda deu tempo de tirar mais algumas fotos na vila com o sol se escondendo.

Acertamos as coisas, tomamos banho e comemos um PF que estava razoável, há lugares com certeza melhores na região e outras opções, isso é que não falta em Itacaré. Antes de dormirmos conseguimos fazer contato com Marvila de Salvador, nosso próximo destino, e marcar a recepção para o outro dia.

Bom, depois de tanto caminhar, forrar o estômago, estávamos pregado, e foi justamente o que fizemos... caímos na cama. A noite voltou a cair algumas pancadas de chuva forte.

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