01/Outubro – Jericoacoara

Há um dia de chegarmos em nosso destino de ida ao Maranhão, não tínhamos muita pressa em acordar cedo, mas mesmo assim, levantamos tomamos nossa café calmamente, que estava muito bom e saímos para um passeio. Na verdade o sol estava muito forte, chegamos na praia e sentamos na sombra de algumas árvores para apreciar a paisagem e quem sabe nos animaria a caminhar naquele sol. Mas logo saímos andando vendo as lojas e pousadas que construíram na beira da praia e sem perceber já estávamos andando na praia em direção a pedra furada, um cartão postal de Jeri.

A caminhada pela praia altera trechos de subidas de dunas devido a maré, mas sempre seguimos beirando o mar, o trecho é puxado devido ao sol forte e areia fofa, ainda bem que levamos nossa sandália, caso contrário estaríamos fritos, ou mais precisamente nossos pés. Caminhamos por cerca de uns 40 a 50 minutos e finalmente pudemos avistar a bela paisagem da pedra furada, uma formação a beira mar que a natureza caprichosamente esculpiu sua forma, formando uma espécie de pirâmide furada no meio, em julho o por-do-sol se dá no meio desse furo, um espetáculo belíssimo. Nessa praia nos resfriamos nas águas do mar que é bem agitado e insistia em nos arremessar para fora.

Depois de alguns minutos vislumbrando aquela paisagem, tirando foto e descansando retornamos a vila, dessa vez seguimos por cima das dunas em direção a cidade. Esse caminho é bem mais rápido e você poderá apreciar uma bela paisagem da vila e das dunas ao fundo, vale a penas pelas fotos que podem ser conseguidas nesse trecho.

Com sede e fome paramos numa lanchonete para um merecido lanche natural que caiu como uma luva em nosso estômago, além de um refrigerante doce e gelado para repor as energias, aproveitamos para fechar o cardápio com deliciosos sorvetes da região, cacau e graviola.

Com essa maratona no sol e calor, descansamos um pouco na pousada em baixo do ventilador e logo que o sol diminuiu saímos para ver o entardecer nas dunas e praticar um pouco de sandboard, um esporte parecido com skate e snowboarding mas feito nas dunas de areia. Nas primeiras tentativas até que nos saímos bem, graças a base de skate e surf adquiridas com alguns anos de prática. O duro mesmo é depois da descida escalar a duna de volta para novamente descer, um trabalho bastante árduo e cansativo.

Com essa brincadeira vimos o sol se por mais uma vez maravilhosamente no mar, última descida já com um pouco de vela em baixo para ganhar velocidade e tomamos um banho de mar com o vento bastante forte e frio, mas a quantidade de areia em nossos corpos era enorme, até os olhos estavam lotados de areia.

O aluguel da prancha é cobrado por hora, cerca de R$ 3,00 por hora para muita diversão e cansaço, portanto, retornamos a pousada para devolver a prancha e tomar um belo banho para continuar tirando toda a areia. Saímos para nossa despedida de Jeri e passando pelo albergue da Juventude encontramos com Jossano, um paulista que escreveu um livro sobre viagens baratas e agora está passando um tempo na vila, montou uma internet via satélite e está ali junto ao albergue, alugando algumas barracas e tirando uma graninha para futuras viagens.

Aproveitamos para comer uma pizza, pois não sabemos quando agora iremos comer, afinal como todo bom paulistano apreciamos essa comida típica italiana, estava boa e foi suficiente para irmos descansar, arrumar as coisas e poder partir para finalmente chegar em nosso destino no Maranhão, apesar que amanhã teremos um grande trecho para ainda percorrer.

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