Relatos da Expedição - Um diário do dia-a-dia dessa aventura.

Continuando percorrendo a Transamazônica sentido oeste partindo de Jacareacanga até chegar em Humaitá cruzando Apuí.

25/abril - Jacareacanga (PA) - Apuí (AM)
O município de Jacareacanga não é nada tão ruim quanto as pessoas falavam pra gente durante a travessia, e pelo contrário, se mostrou um local simpático que fomos muito bem acolhidos. Acabamos saindo de Jacareacanga quase as 11:00hs depois de comprarmos alguma provisão, escutar histórias e estórias de garimpeiros e enfim retornamos a "estrada". De Jacaré - como é conhecida - até Apuí adentramos o estado do Amazonas e passamos pela balsa do Rio Sucurundi e paramos para um lanche nessa vila.
Para nossa surpresa conhecemos o Seu Edvaldo que possui um bar/lanchonete na beira da rodovida que foi extremamente receptivo com a gente, pra variar não conseguímos ir embora tão cedo, saímos quase as 5 da tarde. Desse ponto até Apuí foi tranquilo com a estrada boa chegamos por volta das 19:30hs onde nos hospedamos e saímos para comer e jogar conversa fora.

26/abril - Apuí (AM)
Resolvemos tirar o dia em Apuí para arrumar as coisas nos carros, abastecer e dar uma baixada na poeira. Mesmo assim, iríamos precisar ficar pelo menos 1 dia nessa cidade por conta de uma ponte que tinha caído junto com um caminhão carregado de suprimentos. Aproveitamos para buscar informações sobre a possibilidade de passarmos - o estrago estava a cerca de 300 km - e também fomos conhecer a Cachoeira do Paredão, um lugar fantástico com um rio e uma cachoeira melhor ainda, não pudemos tomar banho nela por conta do volume de água nessa época do ano, mas o rio já foi mais que suficiente. No final do dia um futebolzinho pra relaxar e jantamos no restaurante da Dona Mama, pra variar comemos muito bem.

27/abril - Apuí - Humaitá (AM)
Logo cedo saímos de Apuí sem muita certeza das condições da ponte quebrada e de alguns atoleiros no caminho, dito e feito, chegamos no local conhecido como Matá-Matá e um ônibus havia passado a noite por conta do atoleiro com crianças e mulheres a bordo. O pessoal já estava se resolvendo mas acabamos dando uma forcinha e seguimos nossa viagem. Esse trecho tem muitas pontes precárias, costelas de vaca e muitos buracos, deixando a média desse percurso em não mais que 40 km/h. A ponte que havia caído passamos sem problemas por conta de um desvio que haviam feito, após a ponte anoiteceu , ainda assim tivemos tempo de socorrer uma ambulância que estava atolada e chegar a tempo para pegar a última balsa sobre o Rio Madeira para Humaitá, isso já eram 21:00hs. Rodamos esse dia cerca de 400 km e enfim cumprimos mais uma etapa dessa viagem.

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