Relatos da Expedição - Um diário do dia-a-dia dessa aventura.

Como todas as viagens os preparativos das últimas semanas foram uma correria danada, mas seguindo um frase que explica muito bem tudo isso escrita por Amyr Klink - "Um dia precisamos parar de planejar, colocar os planos na gaveta e de alguma forma partir...", foi exatamente o que fizemos finalmente no dia 16/abril conforme planejado estávamos de partida...

16/abril - São Paulo até Rio Verde do Mato Grosso (MS)
Como já estávamos familiarizados com a estrada e com a cidade resolvemos esticar esse primeiro dia por 14 horas de estrada rodando nesse primeiro dia 1398 km. O dia foi tranquilo e a estrada até Campo Grande estava excelente.

17/abril - Rio Verde do Mato Grosso (MS) até Cuiabá (MT)
Resolvemos antes de partir dar um mergulho no lindo Rio Verde que cruza a cidade de mesmo nome, vale a pena uma esticadinha até o balneário das 7 Quedas e passar algumas horas nas águas desse belo rio. Como não teríamos tanto deslocamento até Cuiabá, partimos depois das 10:00hs e ao entardecer já estávamos devidamente instalados em Cuiabá, agora já no estado do Mato Grosso.

18/abril - Cuiabá até Matupá (MT)
Como toda cidade grande não conseguimos partir cedo como pretendíamos, mas enfim seguimos finalmente rumo norte pela BR-163 que nesse trecho apresenta asfalto médio para ruim variando de ondulações a buracos até Sorriso, de Sorriso o asfalto piora um pouco com crateras maiores até Sinop onde paramos para abastecer e comer alguma coisa. De Sinop as coisas vão piorando até chegar em Itaúba e Nova Sta. Helena, a partir daqui melhora um pouco e segue assim até Matupá, onde depois de 6 horas desde Sinop chegamos em Matupá para pernoite, contabilizando 622 km de estrada desde Cuiabá.

19/abril - Matupá (MT) - Castelo dos Sonhos (PA)
Depois de abastecer, arrumar um pneu que furou e comprar alguma provisão na cidade partimos definitivamente deixando o asfalto para trás e adentrando finalmente no estado do PARÁ. Esse trecho de terra da BR-163 não apresenta maiores problemas, vale a pena uma parada na Cachoeira do Curuá, distante cerca de 60 km antes do distrito de Castelo dos Sonhos. Da cachoeira até Castelo demoramos cerca de 2 horas para percorrer 56 kms um trecho com muito pó e alguns buracos. Esse distrito pertence a cidade de Altamira, por incrível que pareça estamos a mais de 1.000 km de lá. O local possui estrutura para pernoite com hoteis, restaurantes, farmácias, supermecados e abastecimento.

20/abril - Castelo dos Sonhos - Moraes de Almeida (PA)
Saímos cedo com a terra ainda molhada da chuva que caiu a noite toda, melhorando bem o pó, antes abastecemos no posto Zelandia na saída da cidade, Castelo dos Sonhos é no km 933 da BR-163.
Esse trecho variava com alguma lama e locais bons, passamos pela Vila Isol no KM 1000 por volta das 11:15hs, até chegarmos em um vilarejo chamado Alvorada da Amazônia onde paramos para tomar alguma coisas gelada, desde Castelo rodamos 122 km com uma média geral de 30 km/h.
Paramos quando começou a escurecer em Moraes de Almeida depois de ter rodado 255 km em quase 8 horas rodando.

21/abril - Moraes de Almeida - Caracol (PA)
As notícias eram que esse era o pior trecho que enfrentaríamos devido as chuvas e comboio de caminhões parados nos atoleiros. Até chegarmos em Aruri por volta da Meio-Dia pegamos um atoleiro grande sem caminhões o que resolvemos com certa facilidade. A partir da vila de Três Bueiros passamos por dezenas de atoleiros enormes com comboio de camnhões madeireiros vencendo o barreiro. Mais uma vez conseguimos passar com um ou outro enrosco pelo comboio, o dia estava ensolarado que facilitou bastante a secada de alguns trechos da estrada. De Moraes de Almeida até Caracol é onde pode-se pegar os piores trechos dessa estrada como lugares conhecidos como Aruri, Riozinho, Tres Bueiros e Vila Jamanxim. Chegamos as 16:00hs em Caracol e resolvemos nos instalar e descansar. Rodamos 166 km com uma média de 28 km/h.

22/abril - Caracol - Itaituba (PA) - Transamazônica
De Caracol as coisas melhoram bem, são "apenas" 100 km até o entrocamento no KM 30 da Transamazônica. Uma coisa que logo se aprende na Amazônia é que nenhuma distancia é curta e tudo possui uma dimensão muito maior, desde os rios até os atoleiros. Na Vila Nova Esperança encontramos nosso amigo Nelson de Almeida Filho proprietário da BORAC que estava com um grupo de mais de 10 carros viajando pela região. Depois da troca de informações, fotos, risadas, água de côco e etc. seguimos nosso rumo norte e eles rumo sul de onde estávamos vindo. Passamos por Trairão que está a 50 km do entrocamente e antes das 15:00hs estavamos comemorando nossa chegada a famosa Transamazônica, uma etapa acabávamos de fazer. Depois do entrocamente um banho de rio e pegamos a balsa sobre o Rio Tapajós para descansarmos em Itaituba.


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