Relatos da Expedição - Um diário do dia-a-dia dessa aventura.

A partir de Nova Repartimento praticamente os possíveis problemas com atoleiros e enroscos na estrada já tinham terminado e foi assim até chegarmos no asfalto e no conforto de nossos lares. Afinal a saudades já estava batendo em todos.

De 12/maio - Novo Repartimento - Paraíso Tocantins (TO)
Antes das oito da manhã já estavamos novamente na estrada, a partir de hoje seriam 3 longos dias de deslocamento total onde nosso objetivo era sempre chegar em uma cidade que pudesse oferecer um ponto de apoio para comer e descansar. Passamos pela reserva indígena de Parakaná e antes das 11:00hs já estávamos no final da terra. Rodamos exatos 3350 KM de estradas de terra desde nossa entrada no Pará em Guarantã do Norte.
Fizemos uma parada para comemorar o final das estradas de terra e o início de nosso - agora sim - retorno, aproveitamos para bater uma bolinha no meio da Transamazônica (um clássico diga-se de passagem). O asfalto tem início antes de Marabá por onde apenas cruzamos e seguimos para a balsa sobre o Rio Araguaia em Xambioá, onde fizemos um lanche. De Xambioá seguimos passando por Araguaína onde finalmente adentramos no estado de Tocantins e chegamos na estrada Belém-Brasília (BR-153). Desse ponto seguimos até a cidade de Paraíso do Tocantins, portal de entrada para Palmas e para o Deserto do Jalapão de quem vem da região norte. Conseguimos um bom hotel e um jantar antes de descansar. Rodamos 812 km uma média geral de 67 km/h.

De 13/maio - Paraíso Tocantins - Marzagão (MG)
Mais uma vez antes das oito da manhã já estavamos novamente na estrada, hoje seria um chá de asfalto pela Belém-Brasília passando pelos municípios de Alvorada do Tocantins, adentrando no estado de Goiás, passando por Teresina de Goiás, Uruaçu, Barro Alto, Jaraguá e saindo da BR para São Francisco de Goiás até chegar em Goiânia. Atravessamos a cidade de Goiânia já anoitecendo e resolvemos seguir mais um pouco, continuamos para o sul até a saída para Piracanjuba e Caldas Novas, acabamos dormindo na pequena cidade de Marzagão, rodamos 992 km numa méida horária de 80 km/h. A noite batemos um papo e fizemos reflexões da viagem, a satisfação de ter conseguido cumprir todas as etapas do que planejamos era evidente em todos e a saudade de nossos lares e pessoas queridas também.
Mas a avaliação foi extremamente positiva e satisfatória para todo mundo que participou.

De 14/maio - Marzagão (MG) - São Paulo (SP)
Saímos por volta de oito horas porque ainda tinhamos um belo chão pra rodar. O dia foi tranquilo e quando o dia estava escurencendo já estavamos adentrando na capital paulista depois de 28 dias de estrada.

A viagem foi maravilhosa em todos os aspectos seja na convivência diária entre nós os integrantes, seja na convivência com o povo brasileiro, muitas vezes sofrido e judiado por esses cantos do Brasil, seja nas estradas, nos rios, nas balsas e em todos lugares que passamos. Na nossa memória foi gravado uma história só vivida por nós seis que nunca mais esqueceremos e aqui passamos apenas uma "pincelada" do que foi essa grande aventura de exploração, conhecimento e porque não como todas as viagens de auto-conhecimento. Aos meus grandes amigos que participaram meu muito obrigado... por Marcelo Fuzinato

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