Uma
aventura de 8000 kms onde as belíssimas paisagens foram apenas plano de fundo,
diante de tantas aventuras e culturas diferentes num mesmo país.
“Como de costume levantamos acampamento logo que amanheceu pois o dia seria longo e atravessaríamos uma área desconhecida. Partimos em direção a São Félix do Tocantins para fazer nosso último abastecimento no Jalapão. Felizmente conseguimos abastecer, buscamos informações sobre nosso destino que seria Alto Parnaíba e tínhamos duas informações, um caminho por Prata passando pela serra que divide os estados do Tocantis e Maranhão e outro por Lizarda, ambas cidades à leste do Tocantis, alguns minutos depois ficamos sabendo que a estrada por Prata estava bloqueada devido a chuvas e nem a máquina estava descendo a serra para arrumar os estragos de alguns dias atrás. Nossa opção seria ir por Lizarda, seguimos beirando cercas de fazendas e desviando de veredas, numa estrada hora de areia fofa hora de barro. Esse caminho que estávamos atravessando corta o Tocantis em direção Norte contornando a divisa de estado, passamos por lugares incríveis variando de campo aberto com montanhas ao longe e estrada de areia até trechos onde precisávamos atravessar as veredas que sempre tem muita água, principalmente nessa época do ano. O dia passava e a expedição seguia com muito off-road, até pararmos num trecho que uma ponte tinha aberto um vão onde os carros não passariam, mas com a ajuda do guincho de um dos jipes reconstruímos a área e pudemos seguir adiante. A cidade de Lizarda se tornava mais perto, mas ainda tínhamos muito o que andar naquele trajeto off-road belíssimo, onde marcas de pneus nem apareciam, cortando fazendas imensas e pouquíssimas pessoas que moram isoladas de tudo o que acontece em nosso mundo moderno. Chegamos na cidade às 19:00hs, foram quase nove horas do mais puro off-road no cerrado brasileiro, coseguimos uma pensão da Dona América, tomamos algumas boas doses de cerveja gelada extremamente satisfeito por completar essa incrível travessia. Amanhã ainda teríamos metade do dia em estradas de terra e partiríamos logo cedo.”
Quando fechamos o roteiro e os destinos que queríamos percorrer, nossas mentes
já viajavam em travessias pelo Brasil como a descrita acima, tirada do relato
do 7o dia dessa expedição. Nosso objetivo principal foi conhecer o
Parque Nacional dos Lençois Maranhenses, lugar de incrível beleza e acesso
ainda precário, embora a estrada que liga São Luis à Barreirinhas já esteja
pronta facilitando bastante o acesso de quem deseja cohecer esse lugar.
Além
do objetivo de chegar aos Lençois Maranhenses, ainda percorreríamos mais 7
parques, sendo 5 nacionais e 2 estaduais, portanto nosso roteiro estava fechado.
Saímos de São Paulo e o comboi foi se formando a medida que avançávamos em
direção ao Norte do país, no triângulo mineiro finalmente o grupo estava
formado e pronto para 30 dias e 8000 kms de aventura.
Partimos
em direção ao Deserto do Jalapão no Tocantis, onde ficamos três dias
acampados e pudemos percorrer todo o lugar. É uma das localidades de menor
densidade populacional do Estado com 1,3 habitantes por Km². Paisagens
exuberantes e exóticas, mistura de cerrado, savana e deserto. Agreste e
primitivo, o Jalapão é roteiro imperdível para os amantes da aventura, com
atrativos para variados e exigentes gostos. A região quente e seca, atinge
temperaturas médias anuais de 30 graus centígrados. A época mais apropriada
para visita é entre abril e setembro, na estação de seca, quando a ausência
das chuvas, facilita o acesso às trilhas arenosas. Num oásis em pleno cerrado,
encontramos a riqueza da vegetação nativa, crescendo na areia, sob o calor e
sol intenso. São praias de areias claras e águas límpidas no rio Sono, rio
Novo e vários ribeirões que brotam das nascentes entre as matas e campos. Em
um breve passeio é possível apreciar no Jalapão, praias, cachoeiras, conjunto
de montanhas, lagos e dunas, paisagens que só vendo para crer.
Saindo
do Jalapão cruzamos a divisa do Tocantis com Maranhão com a incrível
travessia descrita no início dessa matéria, do sul do Maranhão seguimos em
direção Norte até a porta de entrada dos Lençois Maranhenses, a cidade de
Barreirinhas, onde pudemos descansar e relaxar nesse paraíso natural, a essa
altura já estávamos a uma semana na estrada e ficamos na região por mais tres
dias.
Chover
muito em todo o litoral do Maranhão é a garantia de que o espetacular ciclo da
natureza se renovará no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que ocupa
quase toda a parte ocidental da costa do Estado, desde o Golfão Maranhense até
a foz do rio Preguiças. Depois das chuvas, as lagoas estarão cheias e
cristalinas transformando o único deserto brasileiro em um grande oásis
natural. E o período da reprodução das espécies e é quando a beleza dos Lençóis
se torna mais deslumbrante. Para
compreender essa beleza é preciso estar lá. Não é fácil defini-la. As dunas
de areias branquíssimas que mudam de forma, altura e lugar, envolvidas pelo
vento que sopra do mar, parecem "imensos lençóis abandonados
distraidamente pela cama". Entre as dunas, que se estendem por uma área de
155 mil hectares, entre os municípios de Barreirinhas e Primeira Cruz,
incontáveis lagoas verdes e azuis fazem dos Lençóis a própria imagem do paraíso
terrestre. Muitas travessias de rios, dunas e areia a perder de vista foram
parte dessa aventura onde exigiu muito dos carros e da equipe.
Finalmente
deixamos Barreirinhas já com saudades e seguimos em direção ao Delta do Parnaíba,
atravessamos as estradas precárias de areias e dunas até a cidade de Tutóia,
num total de aproximadamente 5 horas, chegamos na cidade onde encontramos um
lugar para descansar os ossos. Durante essa travessia um grupo de Venezuelanos
nos acompanharam, estavam viajando pelo Brasil à cerca de 20 dias e pretendiam
chegar em Jericoacoara no Ceará. Nem bem os ossos estavam esticados e já estávamos
dentro de um barquinho que mal cabia nossa equipe de sete pessoas, mais o
barqueiro Seu Caravela acompanhado de seu filho. Fizemos um passeio pelo Delta
do Parnaíba na região da Ilha do Cajú, onde muitas aves nos acompanhavam nas
travessias de braços de mar e rio que percorrem toda a região. Na região
existem passeios de barcos que percorrem todo o Delta, num percurso de até 8
horas.
A
essa altura da viagem começaríamos a retornar em direção sul do Brasil e
agora atravessaríamos todo o estado do Piauí. Estávamos na estrada há duas
semanas, a quantidade de kilómetros percorridos passava dos 3500 e os lugares
por onde havíamos passado e as pessoas que de longe escutavam o baruho dos
Jipes e vinham na janela apenas para ver o que era aquilo e acenar com a mão já
nos deixava saudades.
Durante
a travessia do Tocantins, Maranhão, Piauí e outros estados, entregávamos
doces (balas e pirulitos) para as criança carentes, era muito emocionante ver o
rosto de alegria misturada com timidez dessas crianças tão sofridas vivendo no
meio do sertão, longe de toda nossa modernidade e violencia. Nessas horas
paramos e refletimos o significado disso tudo e como nosso páis é imenso com vários
mundos dentro de um país só.
A
partir de Tutóia entramos definitivamente no estado do Piauí, seguindo sentido
sul chegamos ao Parque Nacional das Sete Cidades, seu nome tem origem em sete
formações geológicas com formas curiosas devido à erosão de milhares de
anos. Estas formações inspiraram a imaginação dos que começaram a explorar
o local que achavam-nas parecidas a ruínas de cidades, daí o nome: sete
cidades. Uma atração imperdível é a Furna do Índio, com pinturas rupestres
que datam de mais de 6.000 anos. Acampamos
dentro do parque, que possui um boa estrutura para receber os turistas, com área
para camping e uma pousada. Cruzamos o parque de Norte a Sul, entrando pela
cidade de Piracuruca e saindo por Piripiri.
Nosso
próximo destino seria São Raimundo Nonato, cidade de apoio do parque da Serra
da Capivara, partimos logo cedo e percorremos o dia todo por estradas
asfaltadas, rasgando o estado do Piauí do Norte em direção Sul, foram
aproximadamente 10 horas de estradas e no início da noite já estávamos em
nosso destino. O parque, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela
UNESCO, abriga um importante sítio arqueológico. As inscrições rupestres e
as peças arqueológicas encontradas no Sítio do Boqueirão da Pedra Furada
(aberto à visitação) são indícios da mais antiga ocupação do homem em
terras americanas. A vegetação do parque é do tipo Caatinga (aroeira,
xique-xique, macambira). Há ainda a presença de animais selvagens da região:
jaguatiricas, gaviões, gatos-do-mato, tatus, pacas, iguanas...
Os estudiosos da região contam que atravessando o Estreito de Behring, o
homem passou pela a América do Norte, cruzou a América Central e permaneceu
uma temporada no estado do Piauí. Aqui ele se estabeleceu, se multiplicou, foi
capaz de deixar as suas inscrições pintadas nas rochas, enterraram seus mortos
que se transformaram
em achados arqueológicos. Outro presuposto vem de cientistas que querem provar
que o homem mais antigo das três Américas viveu no Piauí. Tentam ainda
comprovar que os vestígios do carbono 14 encontrados na serra, são de uma
fogueira produzida pela mão humana e não pela combustão natural.
A essa altura já nos aproximávamos da divisa de estado do Piauí com a Bahia e seguíamos para cidade de Caracol por estradas de terra batida, com objetivo de conhecer mais um sitio arqueológico, o Parque Nacional da Serra das Confusões. Infelizmente as notícias não foram boas e por motivo de estudiosos na região o parque de mais de 500.000 hectares estava fechado a visitação, mesmo depois de conversarmos com a pessoa do Ibama responsável pelo parque, em sua casa sentados na varanda e comendo melancia não conseguimos conhecer. Decidimos seguir viagem, ainda tínhamos metade do dia com luz do sol para nos deslocarmos até nosso próximo destino.
Depois
de conseguirmos informações sobre essa travessia da divisa entre Piauí e
Bahia, seguimos com notícias nada animadoras sobre as condições das estradas,
principalmente a essa altura que a chuva insistia fortemente em cair. Quando
partimos sabiamos que seria estradas de terra, mas não trilhas alagadas onde a
velociade não passava de 10 a 20 km/h com água passando por cima dos capôs do Jipes.
Para percorrer cerca de 180 kms demoramos praticamente 7 horas com água e mais
água nas trilhas e alguns trechos chovendo torrencialmente. A cada bifurcação
precisávamos parar e buscar informações de onde estávamos indo. Escurecendo
conseguimos chegar em Morro Cabeça no Tempo e depois de ver as condições precárias
do único local para dormimos, resolvemos acampar em algum lugar, perguntamos ao
povo local que nos informou para acampar na escola da “nova cidade”.
Montamos o acampamento nessa escola, fizemos nosso jantar e logo estávamos
dormindo, amanhã teriamos uma grande travessia de terra e precisávamos partir
logo cedo.
Preparamos nosso café-da-manha e partimos logo cedo em baixo de muita chuva, nosso destino seria chegar em Santa Rita de Cássia, onde encontraríamos o asfalto para continuar o percurso. A chuva não dava nenhuma trégua o dia todo e atravessamos trechos de baixadas totalmente alagados onde a água insistia em passar por cima dos capôs dos Jipes, outros com lama, buracos e algumas vilas no caminho. Nesse dia entramos na Bahia e seguimos para Avelino Lopes, Arueria e finalmente Santa Rita de Cássia. Em Avelino Lopes o pessoal do bar não acreditava que pudéssemos chegar e diziam outras opções de rotas, desviando cerca de 350 km por asfalto. Mas como tinhamos a informacão que tinha condições de passar, arriscamos e em cerca de 10 horas completamos toda a travessia. Passamos por incrivel que parece pelo polígono da seca completamente embaixo de chuva e quase tudo alagado, realmente um fato bastante pitoresco. A cidade que chegamos no final do dia é banhada pelo Rio Preto, um sub-afluente do Rio São Francisco, ele deságua no Rio Grande que por sua vex deságua no São Francisco. Conseguimos nos instalar em um pousada bem localizada, pois tinhamos levado um recado de um senhor que estava com o carro quebrado na estrada e era dono da pousada. Finalmente conseguimos esticar os ossos, tomar um belo banho e comer em um lugar bacana. Como em toda a cidade a pergunta se somos do Rally e a hospitalidade continua em todos os lugares que passamos. Amanhã seguimos para a Cachoeira do Acaba Vida, quase divisa com Tocantins a Oeste. Nesses dois dias traçamos no mapa um trecho onde não há indicação que existe estrada, estrada não existe mesmo, mas foram dois dias que nos divertimos bastante e conhecemos uma área bastante inóspita na divisa do Piauí com a Bahia.
Agora
partimos de Sta. Rita de Cássia e continuamos seguindo em direção sul
cruzando a Bahia pela parte mais a Oeste do estado, finalmente por volta das
21:00hs chegamos a cidade de São Domingos já no estado de Goiás, porta de
entrada para o Parque Estadual de Terra Ronca, apesar da distancia não ser
grande, nosso deslocamento foi um pouco lento, tivemos que parar em um posto
para fazer uma rápida manutenção em um dos Jipes que a essa altura todos
apresentavam alguma avaria.
O maior atrativo turístico do parque são, sem dúvidas, as grutas e cavernas, que possue esse nome devido ao “ronco” dos rios dentro de suas cavernas, além de atrair espeleólogos, turistas, aventureiros e curiosos de toda parte do mundo para conhecer as belezas naturais, florísticas e da fauna, os rios de águas cristalinas, que formam lagos subterrâneos, e os enormes salões internos das cavernas, ricos em minerais, e as formações rochosas, formadas pelas belas e expressivas estalactites e estalagmites. A diversidade biológica do parque é enorme, já foram registradas mais de 150 espécies de aves, e quase 50 de mamíferos. A vegetação, formada por cerrado, cerradão, matas de galeria e veredas, se constitui em excelentes habitats para uma enormidade de espécies animais. A região é ainda muito bem servida por rios, dos quais cinco pertencem à bacia do Paranã e formam um dos mais belos e significativos conjuntos geoespeleológicos do mundo, alguns inclusive sumindo dentro das cavernas. Passamos dois dias inteiros visitando o parque e já completávamos 20 dias de viagem e precisávamos seguir, dessa vez tomaríamos o rumo para sudeste para atravessarmos todo o Parque Nacional Grande Sertão Veredas.
Partimos
logo cedo, atravessamos o Terra Ronca completo e seguindo por Posse, Sitio d´Badia,
Formoso e finalmente adentramos no parque. Vale salientar que esse parque não
possue estrutura nenhuma, nem portaria de entrada e de saída. Como havíamos
planejado cruzar todo o parque, navegávamos utilizando o GPS (Global Position
System), pois a região é cortada por inúmeras estradinhas de terra que levam
a antigas fazendas, portanto, antes de se aventurar por esse parque vale a pena
se informar muito bem sobre as condições da travessia e das bifurcações.
Finalmente no final de tarde conseguimos arrumar uma área para acampar, ao lado
de um belo rio onde duas famílias de sem terra moravam, montamos nosso
acampamento, fizemos nosso jantar e pudemos ficar apreciando o belíssimo céu,
longe de qualquer iluminação artificial.
Homenagem
ao escritor Guimarães Rosa, o Parque Nacional Grande Sertão Veredas
preserva parte do planalto denominado Chapadão Central, que divide as bacias
dos rios São Francisco e Tocantins. Com topos relativamente planos, sua
altitude varia entre 600 e 1.200m, enquanto os vales, limitados por margens bem
definidas, têm áreas sujeitas a inundações. A vegetação é dominada pelo
Cerrado, com suas diferentes fisionomias, mata de galeria nas margens dos rios
Preto e Cariranha, vereda, campo limpo, campo sujo, cerrado propriamente dito e
cerradão. Os caminhos passam por estradas que apresentam erosões, trechos de
areião, terra batida e mata fechada. Será preciso muita atenção à navegação,
pois às vezes as trilhas irão sumir e reaparecer discretamente metros a
seguir. Se possível, viaje com mais de um carro. O lugar é um ótima opção
para quem quer praticar fora-de-estrada mais pesado, passando por erosões e
bancos de areia.
Atravessamos
o parque de Oeste a Leste, saindo na cidade de Chapada Gaúcha e seguimos por
uma estrada de terra batida e cheia de costela de vaca até Arinos, onde
finalmente descansamos. Nossa viagem já estava chegando ao fim, a sensação de
estarmos em Minas Gerais já nos dava um coforto de estarmos próximos a nossas
casas, exceto Moa e Lori que ainda tinham que retornar ao Rio Grande do Sul, de
qualquer maneira o tempo a essa altura voava e nos lembrava do conforto de
nossos lares.
Seguimos
de Arinos para Paracatú, Coromandel, Araxá e pegamos estrada de terra
novamente até São João Batista, entrada Norte do Parque Nacional da Serra da
Canastra. Conseguimos no meio da escuridão acampar ao lado de uma bela
cachoeira, ainda fora dos limites do parque. O dia amanheceu, desmontamos o
acampamento, tomamos um belo e refrescante banho de cachoeira que há dias não
víamos e seguimos atravessando a belíssima Serra da Canastra, berço do Rio Sâo
Francisco e a belíssima cachoeira Casca D´Anta onde serviu de último abrigo
para retornarmos dessa incrível aventura.
Depois
de experiência em expedições pela América do Sul tais como (Expedição Pré-Colombiana-2001,
Expedição Ano 2000, Expedição ao Fim do Mundo – Ushuaia-1999, Expedição
Atacama-Machupicchu-Titicaca-fev 2000 e Expedição Rumo a Ushuaia-Ilha Chiloé-2001)
vividas pelos integrantes dessa viagem, a experiência de viajar em nosso país
continua sendo incrível e como diria o velho Gonzagão
"Minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso
feliz..." não saía de nossas cabeças.
Meus
sinceros agradecimentos aos meus companheiros nessa aventura, Fernando Teubl
Ferreira, Daniel Vianna Paglia (Puff), Marco Aurélio De Paoli, Tércia Pilomia
De Paoli, Moacir Bergonsi e Loreni Ribeiro. A todos que apoiaram e incentivaram
nosso trabalho, a Oficina Especializada TOYOTA (Sr. Carlos), TOYOMAX e PECCIN,
fornecedora dos doces que distribuimos a inúmeras crianças. Uma realização
da GAIA Expedições (www.gaiaexpedicoes.com).
Contato:
Marcelo Fuzinato (marcelo@gaiaexpedicoes.com)