04/01/2002 – 9o dia

Acordamos super cedi, o pessoal nessa região faz uma confusão grande com o horário de verão e levantamos uma hora antes do previsto, portanto as 05:30hs estávamos pulando da cama ou da rede.

Tomamos café, nos despedimos de Dona Aleluia, que possui uma pousada em uma antiga fazenda na beira da estrada perto de Pastos Bons, a cerca de 3 kms da cidade no sentido que segue em direção Norte, se estiver passando pela região vale uma descansada por lá.

Retornamos a  Pastos Bons e pegamos a estrada para Nova Iorque, uma estrada que era toda de terra está sendo totalmente asfaltada na época que passamos, facilitando muito o acesso a população local que costuma ir aos bares a beira da represa da Boa Esperança e passar os finais de semana por lá.

Uma rápida visita a Praia do Cajú, que tem esse nome devido aos enormes pés de cajú a beira da represa, uma bela foto ao lado da placa de Nova Iorque e retornamos a Pastos Bons para continuarmos nosso deslocamento em direção ao norte do estado.

Nessa região a estrada é muito tranqüila com pouquíssimo transito, e asfalto muito bom, nosso deslocamento rendia muito bem e seguimos por Colinas até Presidente Dutra, uma cidade de porte médio mas com uma infra-estrutura boa, com bancos e postos de abastecimentos grandes. O Marco aproveitou para fazer sua troca de óleo que estava vencida e todo mundo aproveitou que os celulares voltaram a funcionar para pegar recados e dar notícias as familiares.

Seguimos por Santo Antonio de Los Lopes, Independência até chegarmos em Coroatá onde o asfalto finalmente acabou, mas doce ilusão, pois foi um trecho muito ruim de atravessar, de Coroatá até Vargem Grande é uma mistura de terra com asfalto muito ruim de rodar, não rende nada e é super cansativo com enormes buracos na rodovia e alguns trechos em obras, lógico asfaltando tudo. Uma breve parada em Vargem Grande para decidirmos o que faríamos e após informações no posto decidimos seguir um pouco a adiante e adiantar o próximo dia.

Após Vargem Grande seguimos pela BR222 por cerca de 30 kms e então pegamos o desvio para São Benedito do Rio Preto, Urbano Santos e finalmente Barreirinhas. Abaixamos novamente a calibragem dos pneus e seguimos até quase escurecer a São Benedito, um trecho de 40 kms percorrido em cerca de 1hora. Arrumamos um lugar para esticar os ossos, comer uma comida caseira e dar uma volta pela cidade.

A pousada da Dona ???????? é uma excelente pedida, pois fica em um lugar estratégico, na metade do trecho até Barreirinhas e com preço bastante razoável. Para encontrar é super fácil, chegando à cidade, no posto de gasolina dobra-se à esquerda em direção a ponte, acabou a travessia a próxima rua à esquerda, alguns metros você encontrará a pousada a sua esquerda. Preço com jantar, café-da-manhã e quartos, gastamos R$ 9,00 por pessoa.

À noite saímos para uma volta pela cidade, tomamos algumas cervejas e Fernando e Puff acabaram arrumando amizade com duas meninas da região, mas essa historia fica a critérios deles contarem. Dormimos por volta das 0:00hs, o Fernando e o Puff nem temos idéia, mas amanha estaremos nas portas de entrada dos Lençois.

05/01/2002 – 10o dia

Seguimos a rotina de acordar cedo, tomar nossos cafés e partir em direção a Barreirinhas, São Benedito fica a cerca de 110 kms e essa travessia é uma estrada muito bonita com muitos trechos de areia, alguns rios para atravessar e postos de abastecimentos nas três cidades, São Benedito, Urbano Santos e Barreirinhas.

Demoramos cerca de 3 horas com uma parada de 10 minutos para descanso e abastecimento em Urbano Santos. No trevo que vem de São Luis a estrada já está toda asfaltada, mas esse caminho que fizemos antes utilizado por todos na região não é mais utilizado, ou seja, o acesso de São Luis que era feito em cerca de 9 horas, hoje é feito em 3 horas, facilitando muito o acesso dos turistas vindo dessa região.

Como chegamos em um Sábado a Barreirinhas, foi relativamente difícil de achar uma pousada vaga, mas Dona Elizabete da pousada ????? arrumou uma casa onde pudemos Ter toda privacidade em dois quartos com redes e camas e uma garagem para os carros não ficarem na rua, essa garagem por sinal tinha de tudo, desde pés imensos de mangas e cajú até um papagaio empoleirado em um pedaço de árvore.

Depois de devidamente instalados nosso guia indicado pela pousada ao lado chegou, era o Mão que todos diziam que conhecia muito bem a região. Combinamos o passeio do próximo dia, faríamos um grande trajeto  com os Jipes, passando pela Lagoa Azul, Atins, Farol de Mumbuca e a praia ao norte do nosso Brasil.

Aproveitamos para comer em um restaurante na Beira Rio, que por sinal onde tudo acontece, passeamos pela cidade para se localizar e conhecer um pouquinho e logo, logo estávamos todos desmaiados nas camas e redes da casa, afinal, amanha sairíamos cedo e nem tomaríamos café para não atrasar.

Na nossa casa estava ficando o Souza, um guia que é apaixonado por off-road e Toyota Bandeirante, dirige uma pick-up levando os turistas para cima e para baixo nas trilhas da região.

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