31/12/2001 – 5o dia
Hoje seria um dia de descanso e aproveitamos para mexer os ossos, depois do café fizemos uma caminhada pelas dunas seguindo o curso do rio, um lugar extremante bonito, apesar do forte mormaço o sol nos poupava na caminhada.
Paramos para descansar depois de umas 02:00hs a beira do rio e um casal do Rio de Janeiro viajando de Land Rover parou para conversar com a gente, mas estava tomando rumos diferente, na verdade já estavam voltando daqui alguns dias.
Voltei trocando uma idéia com o André que a essa altura já estava bem integrado com a gente que até resolveu mudar sua barraca para onde estávamos e passar o ano com a gente. Um merecido banho de rios por horas para acabar com o calor e com o cansaço. Tomar banho de rio no último dia de ano foi ótimo. Quando estávamos nos aprontando para a noite chegou dois carros um Toyota e uma pick-up Engesa com uma parafernália de equipamento de som, gerador, luzes e tudo mais, mas mesmo com os carros quebrados nem deram importância para nós, uma atitude muito esquisita aqui no meio do Jalapão, mas um casal viajando de Nissan com duas crianças acamparam perto da gente e mais duas Toyotas Bandeirante de SP completaram as pessoas que virariam o ano naquele lugar isolado, num total de 22 pessoas..
Preparamos nossa ceia e quando acabamos de comer nosso risoto com salsicha e arroz com almôndegas a chuva voltou a cair, ficamos apreensivos se a passagem seria embaixo de água como todos os dias estava acontecendo.
Quando deu 23:00hs embaixo de alguns pingos partimos para subir as dunas e esperar o próximo ano chegar, levamos as champagnes, as máquinas fotográficas e algumas lanternas. Nossa passagem de ano foi bastante diferente, longe do agito, dos fogos e de multidões aglomeradas em algum lugar, estava ali apenas eu, Fernando, Daniel, Marco, Tércia, Moa, Lori e nosso amigo André, atrás das dunas num lugar extremamente isolado de telefones e energia elétrica.
O tempo foi muito generoso com a gente, segurando firme para não chover, apesar de extremamente carregado. O pessoal foi dormir e eu e o André ainda ficamos até as 03:0hs trocando idéia nesse ano que apenas começou.01/01/2002 – 6o dia
Apesar da chuva da noite inteira, acordamos cedo em um momento de estiagem e levantamos o acampamento para seguirmos em direção a Mateiros, para depois prosseguirmos a cachoeira do Formiga.
Saindo das Dunas, tomamos a direção para Mateiros e uma estrada de areia e barro chegamos na cidade para deixarmos o André que tomou outro rumo, iria continuar explorar o Jalapão a pé.
Aproveitamos para comprar gelo e carne, afinal estávamos há dias sem ver civilização e tomando cerveja e refrigerante quente, quer dizer temperatura ambiente. Partimos para a vila de Mumbuca onde as pessoas fazem artesanato de capim dourado, paramos rapidamente, tiramos fotos com o pessoal local, distribuímos balas para as crianças e seguimos para o Fervedouro.
O calor era bem grande e nos refrescamos nas nascentes do Fervedouro, uma “piscina” com fundo de areia que deixa seu corpo suspenso sem afundar, a temperatura da água é ótima o ano todo e nessa época (janeiro) temporada de chuvas muita água brota tornando o lugar muito bonito.
Chegamos a Cachoeira do Formiga no meio da tarde para levantar mais uma vez acampamento e dar uma bela refrescada nas águas dessa cachoeira que nasce há alguns quilômetros dali, ou seja, a temperatura dessa corredeira é muito boa também.
Voltamos a encontrar o casal do Rio de Janeiro (Lúcia e Gilson) que estavam acampados ali, estavam ali também o casal de SP Douglas e Iuca proprietários da fábrica de barracas Camping World viajando em sua Toyota Bandeirante.
O Moa mandou muito bem um churrasco de frango temperado com fanta laranja e sal grosso e lingüiças para acompanhar, estava muito bom e logo a chuva voltou a apertar. Nos abrigamos, conversamos um pouco com o pessoal e logo estávamos dormindo. Amanhã partiríamos para a travessia do Tocantis com Maranhão um lugar incrível.