18/01/2002 – 23o dia

O dia amanheceu em baixo de muita água, enquanto tomamos café decidimos o que iríamos fazer, e decidimos que já que estávamos ali iríamos encarar a caminhada mesmo em baixo de chuva, afinal o máximo que poderia acontecer era nos molhar.

Felizmente o tempo foi generoso com a gente, chovia um pouco e parava, na verdade quando o Marco colocava sua capa de chuva rosa-choque a chuva parava. Numa caminhada de cerca de 1h e meia parávamos no primeiro platô para apreciarmos a bela vista da região. A chuva vinha e voltada em rápidas nuvens e mais uma hora de caminhada subindo o Morro chegamos em um nível acima de onde estávamos. Ficamos apreciando a paisagem por cerca de meia hora e voltamos pelo mesmo caminho. Até o sol saiu para nos animar a conhecer uma cachoeira da região. Infelizmente a trilha de 2kms em mata fechada nos levou a um lugar do rio que o volume de água era muito grande e não pudemos entrar. Na volta aos carros caiu uma chuva que lavou a gente e a pirambeira que precisaríamos vencer. Logo que saímos a Toyota com pneus AllTerrain em final de vida ficou logo no primeiro buraco, o jeito foi amarrar na Toyota do Moa com os pneus Mud 33” e subir acelerando para não perder a inércia, é até bonito de ver uma Toyota puxando a outra, com uma certa dificuldade chegamos ilesos no final da pirambeira.

Seguimos para a represa para nadar, mas apenas o Marco e a Tercia resolveram nadar, nós voltamos ao Hotel para secar as roupas e descansar um pouco.

Um belo jantar e descansamos, amanha seguimos por estradas de terra até o Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

19/01/2002 – 24o dia

saímos de São Domingos e seguimos para Posse atravessando por dentro do Parque de Terra Ronca, o mesmo caminho feito para irmos às cavernas no dia anterior. A estrada de terra é bem tranqüila e passa por Posse, depois dessa cidade vem asfalto de novo, seguimos até Buritinópolis onde aproveitamos para abastecer os tanques. Vale a dica aqui para completar os tanques antes da travessia do Parque Grande Sertão Veredas, pois as cidades de apoio são pequenas e o parque não tem infra-estrutura nenhuma.

Seguindo de Buritinópolis, passamos por Mambaí, Damianópolis, Sitio d’Abadia e Formoso. Nos informamos sobre a estrada que atravessa o parque em direção a Chapada Gaúcha.

Essa travessia é relativamente complicada pois existem diversas bifurcações, felizmente estávamos seguindo um antigo track pelo GPS e encontramos no final do dia um lugar perfeito para acampar, ao lado de um rio onde pudemos tomar banho cozinhar nossa comida e dormir depois de uma bela sessão de estrelas cadentes esperando a lua se esconder atrás das nuvens. Um belo final; de dia nas proximidades de entrada do parque

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